A FUNDAÇÃO DE ESTÂNCIA
O mexicano Pedro Homem da Costa, foi o verdadeiro fundador da cidade de Estância, chamada de “CIDADE JARDIM”, por Sua Majestade Dom Pedro II, Imperador do Brasil, quando visitou o nosso Estado.
Localizada em um planalto elevado, cortado por dois rios importantes – o Piauí e o Piauitinga, além de outros menores como o Fundo e o Maculanduba, o Biriba, o Cassunguê e o Rosentina, e receber a brisa suave do Oceano Atlântico, o município tem um clima excelente e as suas praias, algumas delas ainda intocadas, são motivos de visita constante de turistas de todo o Nordeste e do Sul do país, destacando-se o Abaís e o Saco, locais agradáveis de veraneio e pesca abundante
Pedro Homem da Costa e seu concunhado foram agraciados com as terras onde se encontra hoje o território de Estância. A doação foi feita pelo Capitão-Mor da Capitania de Sergipe, João Mendes, em 16 de setembro de 1621, porém, as ditas terras haviam sido adquiridas anteriormente por Diogo de Quadros e Antônio Guedes, os quais não a povoaram nem a colonizaram, razão pela qual perderam o direito da concessão. Tanto Pedro Homem da Costa, como Pedro Alves e João Dias Cardoso, este último sogro dos dois, já ocupava a gleba antes da concessão, com roças e criação de gados.
Quem primeiro desbravou as terras foi Pedro Homem da Costa e nelas edificou uma capela, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, santa que nos consta, é, também, a Padroeira do México. Entre os mexicanos, Estância é uma propriedade de criação de gado e os seus ocupantes são chamados de estancieiros, daí o nome adotado por Pedro Homem da Costa: ESTÂNCIA.
Durante muito tempo, Estância foi subordinada à Vila de Santa Luzia do Real, atualmente Santa Luzia do Itanhy. Só em abril de 1757, o rei autorizou que realizassem na povoação de Estância "vereações, audiências, arrematações e outros atos judiciais na alternativa dos juízes ordinários", acontecendo assim, a separação jurídica da Vila de Santa Luzia, então em franca decadência. Em 25 de outubro de 1831, a sede da Vila de Santa Luzia é transferida para Estância. Em 5 de março de 1835, é criada a sua Comarca, e, finalmente, a 4 de maio de 1848, foi elevada a categoria de cidade.
No momento, Estância é uma cidade bonita, cheia de sol e de vida, de saber e de inteligência, berço da cultura e progresso, de religiosidade e amor a terra-berço.
Estância, jardim de Sergipe!
Rainha dos Abais!
Estância, o terra querida, Refrão Bís
Gentil guarida,
Rincão feliz.
Tu és princesa do Piauitinga
- O rio-poeta que, nas noites de luar,
Enamorado se reveste em prata
e madrigais murmura,
Para te embalar.
Se raia o dia, teu povo me prece
E a tua “Lyra”
- Centenária, imortal-
as tuas fábricas e a passarada
fazem alvorada,
num concerto original!
Tens praças que ostentam palmeiras,
Sobrados e igrejas tradicionais.
E o mar debruçado nas praias,
Contempla o vigor dos teus coqueirais... Bís
Da indústria têxtil pioneira foste,
E o teu esporte já foi pentacampeão.
Deste a Sergipe “miss” a mais formosa
E um modelar colégio,
Quase setentão.
És progressista e hospitaleira.
São João o melhor
E o mais famoso do Brasil!
“Cantada em verso, cantada em prosa”
- Mãe primorosa,
fértil ninho de águias mil!
Primeira na imprensa, áureo berço
e esplendor da cultura, em Sergipe D’ÉI Rei!
E a Virgem Morena abençoa
O teu povo, que faz do amor sua lei! Bís
São Glórias tantas que o teu nome encerra,
que inábil musa não as logra enaltecer!
Heróis e Gênios te povoam a História,
E todo estanciano
Louva com prazer.
Gilberto e Jorge, Coutinho e Gomes,
Góis, Nascimento,
Homem, Bessa e Capitão,
Judite, Graccho e Camerino,
Jessé, Quirino,
Dome, Augusto e Salomão.
Tão bela, garbosa e florida.
- Na face da terra jamais houve assim!
E Pedro II batiza:
“Estância, tu és Cidade Jardim!”. Bís
Autora: Francisca do Santos Assunção.
Hino de Estância